Consistência na Fotografia – Em que momento passamos de amador para profissional?

20 de novembro de 2015

O que significa ser um Fotógrafo Profissional? Em que momento passamos de amador para profissional? Esse é um debate constante entre fotógrafos. Quem é amador e quem é profissional? Em que momento de sua carreira você pode ser chamado de fotógrafo profissional?

A palavra fotógrafo é bem simples de definir. Se você tira fotos, você é um fotógrafo. Agora, se pode ser chamado de profissional ou não é uma outra história.

O fotógrafo amador fotografa por gosto e não por profissão. Seu ofício é outro e a fotografia é um hobby. Fotografa somente por prazer, ou seja, quando quer e quando pode, não possui uma agenda com horários para terceiros e não tem compromisso com prazos.

Já o profissional tem a fotografia como sua fonte de renda. Há compromisso com prazos, fluxo de trabalho, demanda de clientes, etc.

Mas o que te faz um profissional? 

Educação, experiência profissional? Se você é registrado como negócio, paga impostos, tem um website, cartões de visita? Isso te faz um profissional? Quem decide quem vai se colocar e se manter no mercado como um profissional?

Basicamente o dicionário vai dizer que se você faz alguma coisa como profissão, você é um profissional.

Então você pode até não ser um bom fotógrafo, mas se você cobra pelo seu trabalho, você é um profissional.

Alguns tendem a pensar que o título profissional só deveria ser aplicado aos bons fotógrafos, que merecem esse “título”. Mas não funciona bem assim. Se você faz da fotografia um negócio, você é um profissional.

No final, o mercado vai filtrar quem sobreviverá como profissional ou não.

Para se manter no mercado é importante ter consistência no trabalho.

A consistência é primeiro e mais importante requisito para se estabelecer como um fotógrafo profissional. Ser consistente significa ser capaz de produzir consistentemente o mesmo produto inúmeras vezes. Ou seja, você precisa saber reproduzir várias vezes imagens bem feitas. Se alguém vê imagens no seu site ou portfolio e te contrata e paga para um trabalho, você precisa ser capaz de produzir imagens da mesma qualidade do que as apresentadas para esse cliente.

Como você pode saber se você é um fotógrafo que conta com a sorte?

  • Você tira muitas e muitas fotos em um evento.
  • Você se sente nervoso ou entra em pânico quando está fotografando.
  • Você não sabe explicar depois do evento como produziu aquelas imagens.
  • Você não sabe usar o modo manual da sua câmera.
  • Seus clientes ficam confusos, sem entender porque você tirou milhões de fotos em uma festa de cinco horas de duração e eles só acabaram vendo vinte.

Por que evitar essa posição?

  • Coloca sua reputação em perigo.
  • Um negócio não pode prosperar nessas bases.
  • Auto-confiança: saiba o que você está fazendo antes de tentar se estabelecer no mercado.

Você tem que saber explicar o porque das fotos serem boas. É importante também inspirar e ter confiança no seu trabalho.

O erro número um que os fotógrafos que entram no mercado cometem: eles apresentam imagens que tiraram por sorte ou acidente em seu portfolio, ou produzidas depois de uma série de 1000 tentativas. E quando contratados decepcionam o cliente, pois não conseguem retornar um serviço do mesmo calibre.

São os chamados ERROS FELIZES. Você não sabe explicar como você produziu essas imagens.

Tentar entrar no mercado antes de estar preparado pode acabar com sua confiança e te fazer desistir da fotografia. Assim, a transição deve ser feita com calma e segurança.